O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em entrevista nessa quarta-feira (25), que o reajuste salarial seria o único recurso que encaixaria dentro do Orçamento desse ano. Na semana passada o presidente Jair Bolsonaro já havia recuado sobre o reajuste salarial de 5% para os servidores públicos.
A entrevista foi feita junto com jornalistas no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Guedes informou que o desejo de Bolsonaro seria conceder o reajuste aos policiais, porém esse passo seria facilmente “visto como aliciamento”.
Ainda assim, o presidente continua afirmando sobre aumento diferenciado para Polícia Federal, Departamento Penitenciário (Depen) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) por exemplo.
“Você pode até dar alguma coisa, mas esquece o que ficou para trás. Perdas acontecem. Todo mundo perdeu no mundo inteiro. Daqui para frente, é preciso manter? A inflação acumulada neste ano é de 5% até agora. É possível repor o funcionalismo deste ano? Sim, é possível, até 5% dá. É por lei, em ano eleitoral, você só pode dar até a inflação e linear”, explicou o ministro da Economia.
Reações ao reajuste salarial
Na última sexta-feira (20), Esteves Colnago, Secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, efetuou uma análise em que a aprovação de reajuste de 5% para os servidores públicos federais pode acarretar o aumento do bloqueio do orçamento de 2022 em até R$ 16,2 bilhões.
Dentro do Orçamento da União para este ano, apenas R$ 1,7 bilhão é reservado para aumento salarial de servidores. Sendo assim, a administração pública seria obrigada a remanejar recursos de outras áreas para suprir o reajuste linear para todas as categorias do funcionalismo federal.
O projeto do governo no início, seria direcionar recursos para agentes da PF, da PRF e do Depen. Porém a equipe econômica, na época, se mostrou contra a medida, argumentando de que a concessão de reajuste poderia gerar pressões de outros setores do funcionalismo.
Com a promessa de que apenas forças policiais fossem beneficiados com reajuste, outras categorias reagiram, o que levou o governo a temer uma greve geral em pleno ano eleitoral, quando o presidente Jair Bolsonaro tentará sua reeleição à frente do Planalto.









