Geral 10 de fevereiro de 2026
Nos últimos anos, uma pergunta tem sido recorrente entre servidores federais ativos, aposentados e pensionistas:
👉 o reajuste salarial realmente recompõe as perdas causadas pela inflação?
Com o reajuste previsto para 2026, o governo afirma que haverá valorização do funcionalismo. Mas, na prática, o dinheiro no bolso conta outra história.
Ganho real acontece quando o reajuste salarial fica acima da inflação.
Ou seja: se a inflação foi de 5% e o reajuste também foi de 5%, não houve ganho, apenas reposição parcial.
Quando o reajuste é menor que a inflação, ocorre perda do poder de compra — e é exatamente isso que muitos servidores vêm enfrentando.
Nos últimos anos, o IPCA (índice oficial de inflação) acumulou altas relevantes, especialmente em itens que pesam no orçamento do servidor:
🏠 Moradia
🛒 Alimentação
💡 Energia elétrica
🚗 Combustíveis
🏥 Saúde
Mesmo com reajustes concedidos em determinados períodos, a recomposição não acompanhou integralmente a inflação, gerando uma defasagem salarial que, segundo entidades representativas, já ultrapassa dois dígitos em algumas carreiras.
O reajuste previsto para 2026 representa um alívio momentâneo, mas especialistas e sindicatos alertam:
⚠️ O percentual ainda não cobre todas as perdas acumuladas nos últimos anos.
Na prática:
Parte do reajuste serve apenas para “correr atrás” da inflação passada
O aumento não se reflete integralmente no poder de compra
A pressão sobre o orçamento familiar do servidor continua
Para aposentados e pensionistas, o cenário é ainda mais sensível:
Muitos benefícios seguem regras diferentes de reajuste
Há casos sem paridade com os ativos
Despesas com saúde costumam crescer acima da inflação média
📌 Resultado: o reajuste não acompanha o custo real de vida, principalmente na terceira idade.
Entidades representativas do funcionalismo defendem:
✔️ Reposição integral das perdas inflacionárias
✔️ Política permanente de reajuste
✔️ Tratamento isonômico entre carreiras
✔️ Garantia de paridade para aposentados que têm direito
A pressão junto ao governo e ao Congresso deve continuar ao longo de 2026.
Enquanto não há uma política definitiva de recomposição salarial, especialistas recomendam:
📊 Revisar o orçamento mensal
🧾 Conferir se o contracheque está correto
🏦 Avaliar com cuidado o uso do crédito consignado
⚠️ Evitar endividamento impulsivo
Informação e planejamento são fundamentais para reduzir os impactos da perda do poder de compra.
Chamar de valorização um reajuste que não recompõe totalmente a inflação é, no mínimo, um exagero.
O servidor federal passou anos com salários congelados ou reajustes pontuais, enquanto o custo de vida avançava de forma constante — e, muitas vezes, silenciosa. O resultado está no dia a dia: mercado mais caro, plano de saúde mais pesado e orçamento cada vez mais apertado.
O reajuste de 2026 ajuda?
Sim.
Resolve o problema?
❌ Não.
Na prática, o aumento serve mais para reduzir o tamanho da perda do que para gerar ganho real. Para aposentados e pensionistas, o cenário é ainda mais injusto, já que muitos enfrentam regras diferenciadas e despesas crescentes com saúde.
Valorizar o servidor não é conceder aumentos esporádicos, mas sim garantir uma política permanente de recomposição inflacionária, previsível e transparente.
Enquanto isso não acontece, a conta segue sendo paga por quem mantém a máquina pública funcionando.